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A relação da gordura abdominal x riscos para a saúde


Muito se fala sobre a importância de reduzir o percentual de gordura para a obtenção de um corpo mais saudável, não é mesmo? E, quando se trata da gordura abdominal, essa importância é ainda maior.


Não é novidade que o excesso de peso e a obesidade são fatores de risco para uma série de doenças. A quantidade de gordura acumulada no abdômen, avaliada através da medida da circunferência abdominal, é um importante fator de risco para doenças crônicas do coração, além de hipertensão, diabetes tipo II, vários tipos de cânceres, trombose, entre outras.


A concentração de gordura abdominal contém células capazes de produzir substâncias altamente inflamatórias, que se alojam muito facilmente na parede dos vasos sanguíneos, formando placas de gordura. Essas placas obstruem a passagem do sangue, podendo ocasionar infartos e derrames.


Pessoas obesas ou com sobrepeso, ainda que não apresentem problemas metabólicos aparentes, como diabetes e colesterol alto, possuem maior risco de morte prematura causada por problemas súbitos, como infarto, quando comparados aos que estão dentro do peso ideal.


Conheça alguns perigos associados à gordura abdominal:


1. Infarto do miocárdio

O infarto do miocárdio acontece quando o processo de irrigação sanguínea do coração é dificultado, prejudicando o transporte de oxigênio e outros nutrientes para o órgão.

Neste evento, as artérias coronárias são obstruídas devido a processos inflamatórios, coágulos sanguíneos e, também, a placas de colesterol aderidas às suas paredes.


Quando a gordura abdominal é excessiva, além de aumentar o peso, fazendo com que o coração tenha que se esforçar mais para as atividades diárias, também faz com que as placas de colesterol sejam formadas com mais facilidade, aumentando as chances de obstrução das artérias e, com isso, aumentando os riscos de infarto.


2. Acidente vascular cerebral

O AVC, também conhecido como derrame cerebral, ocorre mediante o entupimento ou rompimento dos vasos sanguíneos ligados ao cérebro. Quando entupidos, esses vasos fazem com que determinadas regiões cerebrais fiquem sem a circulação de sangue adequada e, com isso, não funcionem da maneira esperada.


A gordura abdominal em excesso favorece esse acontecimento, pois afeta o metabolismo, sendo, entre outros fatores, capaz de causar a redução de lipoproteínas HDL – substâncias capazes de transportar colesterol para dentro do fígado, protegendo artérias contra a formação de placas de gordura.


3. Síndromes metabólicas

Falamos do diabetes, que é um tipo de síndrome metabólica, mas a gordura visceral está associada a diversas outras síndromes dessa natureza. Isso porque as síndromes metabólicas são, na verdade, um conjunto de doenças ligadas à resistência ao hormônio insulina.


Quando o corpo não consegue controlar o funcionamento insulínico, passa a apresentar disfunções metabólicas relacionadas a colesterol, pressão arterial, triglicerídeos, etc. E, como dito, a gordura em excesso é capaz de alterar o funcionamento do órgão produtor da insulina, o pâncreas.


4. Hipertensão

A hipertensão acontece quando a pressão de bombeamento sanguíneo aumenta de forma anormal devido a uma maior resistência das artérias à passagem de sangue.


As causas da hipertensão ainda não são totalmente definidas, mas sabe-se que, entre 5% e 10% dos casos, a doença está associada a outras condições clínicas, como insuficiência renal, diabetes e obesidade.


Além disso, estudos demonstram um grau de associação entre indivíduos que sofrem de pressão alta e possuem muita gordura localizada ao redor dos rins, atrás da cavidade abdominal.


Sendo assim, a presença de gordura visceral está ligada não só à hipertensão de forma direta, mas também a diversas outras doenças que causam o aumento da pressão arterial.


Como reduzir a taxa de gordura abdominal

A boa notícia é que, apesar de os perigos da gordura abdominal serem diversos, melhorar a composição corporal, diminuindo os níveis desse tipo de gordura, é totalmente possível.


Aposte no consumo moderado de carboidratos de baixo índice glicêmico e evite o consumo dos carboidratos refinados e altamente processados. Esse tipo de alimento, rico em açúcares, é responsável pelos picos de insulina.


Além disso, é essencial nutrir o corpo com vegetais e legumes, pois eles fornecerão os nutrientes que o organismo precisa para funcionar de maneira adequada. E não se esqueça das proteínas e gorduras de qualidade, como peixes e carnes, abacates, azeite, etc.


Contar com a ajuda de um nutricionista pode facilitar na redução da gordura abdominal. Afinal, ele é o único profissional capaz de prescrever dietas e planos alimentares voltados para as mais diversas condições clínicas.


Para complementar os benefícios da alimentação saudável, pratique atividades físicas que aumentem seu metabolismo basal e façam com que seu corpo queime mais gordura.


Como vimos, os perigos da gordura abdominal são diversos e bastante sérios. Por isso, manter uma boa composição corporal é essencial para ter mais saúde e qualidade de vida.

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